
Uma palmeira tão gigante que pode ser vista em fotos tiradas por satélite foi descoberta, recentemente, por botânicos em Madagascar.
Trata-se de uma árvore rara, que só existe em uma área remota no noroeste da ilha.
Nada encontrado antes em Madagascar, que fica no sudeste da África, pode ser comparado a esta planta.
Além da altura surpreendente, a palmeira têm um estranho segredo que foi descoberto pelos botânicos: é “suicida”, ou seja, ela mesma se autodestrói.
Apesar dos moradores dos vilarejos a conhecerem por décadas, eles nunca tinham visto a palmeira produzir flores.
Mas no ano passado aconteceu isso. Os botânicos perceberam então que á árvore usou tanta energia na criação de flores que acabou morrendo.
Em matéria publicada pela BBC, consta o seguinte comentário:
Com 20 metros de altura e folhas com cinco metros de comprimento, esta é a árvore mais alta do tipo no país.
Durante a maior parte de sua vida – estimada em cem anos – a planta não tem uma característica muito distinta, além de seu tamanho.
Só quando botânicos do Kew Gardens, de Londres, foram informados de seu padrão extraordinário de produzir flores é que começaram a se interessar pela vegetação.
“É espetacular”, disse Mijoro Rakotoarinivo, que trabalha em Kew Gardens e viu a planta.
“Primeiro há apenas um longo caule como um aspargo no topo da árvore e, então, poucas semanas depois, este caule incomum começa a apodrecer”, conta. “No final deste processo, você pode ver algo como uma árvore de Natal.”
Lugar ‘intrigante’
Os galhos então ficam cobertos de centenas de flores minúsculas, que contêm pólem e se transformam em frutas.
Mas a árvore gasta tanta energia ao produzir flores que acaba morrendo.
John Dransfield, que anunciou a nova descoberta, está intrigado em saber como a árvore cresceu em Madagascar.
A planta da ilha na costa africana tem alguma semelhança com uma palmeira encontrada na Ásia, a uma distância de 6 mil quilômetros.
É possível que a palmeira, da qual existem menos de cem exemplares, tenha passado por uma notável evolução desde que Madagascar se separou da Índia, há cerca de 80 milhões de anos.
Espera-se agora que a planta seja conservada e que a venda de suas sementes possa produzir renda para o povo que vive nas suas proximidades.