Mulheres são destaque em universidades, afirma professor

Brasília – Cada vez mais numerosas nas universidades e no mercado de trabalho, as mulheres têm desempenho superior aos homens em muitas áreas de atuação, avalia o diretor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (Unb), Brasilmar Ferreira Nunes. Para ele, a mudança nos padrões sociais – como por exemplo na educação, antes direcionada às chamadas prendas domésticas e hoje mais voltada para assumir um lugar no mercado de trabalho – é um dos fatores que justificariam o destaque feminino.

“Socialmente, a mulher já é aceita no mercado de trabalho da mesma maneira que o homem. Ela é criada e socializada desde que vem ao mundo para buscar postos de trabalho. Isso não é específico da classe média. Em qualquer categoria social, as mulheres já são socializadas na perspectiva de no futuro exercerem uma profissão”, disse Nunes em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Segundo o professor, o melhor desempenho das mulheres pode ser observado em sala de aula. Além de participarem com mais dedicação, explica Nunes, as alunas têm mais facilidade para interagir em atividades em grupo.

“Percebo claramente em sala de aula que as alunas são mais dedicadas aos cursos e participam de trabalhos de grupo com mais facilidade. Curiosamente, elas são menos participativas em sala de aula e mais tímidas para expor idéias e opiniões. Percebo que elas são melhores nas provas escritas”.

Nunes também ressalta as vantagens do sexo feminino no acesso às instituições de ensino superior. “O que a gente observa é que as mulheres estão entrando mais cedo na universidade do que os homens. Elas são mais bem classificadas e entram mais jovens”.

A transformação do papel social das mulheres é uma das razões apontadas pelo professor para o sucesso na vida acadêmica.

“Há não muito tempo, elas eram preparadas para o casamento. Essa idéia acabou. Quando ela chega na idade de 17 anos, já está condicionada mentalmente para cursar uma universidade e disputar o mercado de trabalho. O fato de ela talvez se sentir um pouco mais cobrada pela sua condição, talvez faça dela uma aluna em algum sentido melhor do que os homens, falando em sentido geral”.

Possíveis dificuldades encontradas no momento da escolha profissional, entretanto, segundo o professor, não estão relacionadas à diferença de gêneros.

“Está evidente nos tempos atuais que a mulher do ponto de vista da freqüência nas universidades brasileiras e, acho que não só no Brasil, ela já entra na mesma condição do homem e sabe exatamente o que está querendo. Claro que tem aquelas dificuldades iniciais de saber se escolheu a carreira certa ou não, mas isso não é uma questão de [gênero]”.

Segundo Nunes, apesar de sobrepujar os homens em diversos aspectos ainda há no inconsciente coletivo feminino a idéia de que eles estão mais aptos para ocupar cargos públicos.

“Talvez ainda haja um resquício daquela idéia de que o espaço público ainda é masculino e, por mais que as mulheres tenham sido socializadas para disputar o mercado de trabalho, ainda há uma espécie de internalização de que aquele lugar é mais masculino do que feminino”.

Pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, embora tenham mais tempo de estudo, as mulheres ainda recebem salários inferiores aos homens. De acordo com o estudo, o salário das trabalhadoras com nível superior equivale a 60% dos rendimentos dos profissionais do sexo masculino com o mesmo grau de instrução.

Hugo Costa
Repórter da Agência Brasil


Enem submeterá 3,5 milhões de estudantes a teste neste domingo

Mais de 3,5 milhões de estudantes estão inscritos para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece neste domingo, 26. O Exame será aplicado em 1.331 municípios brasileiros. Os portões para acesso às provas serão abertos às 12h e fechados às 12h55. Todos os participantes deverão apresentar carteira de identidade.

A prova começará às 13h, horário de Brasília, e terá a duração de cinco horas, terminando, portanto, às 18h. Os participantes só poderão deixar as salas de prova após duas horas do início do Exame. Decorridas quatro horas de prova já será possível sair com o caderno de questões.

Durante a realização da prova não será admitida qualquer espécie de consulta ou de comunicação entre os participantes, nem a utilização de livros, manuais ou anotações. Também não será permitido o uso de calculadoras, agenda eletrônica ou de qualquer instrumento de comunicação: celular, pager, bip, walkman ou gravador. Não haverá segunda chamada para a prova, nem sua realização fora da data, horário, cidade e local determinados.

Os participantes que declararam necessitar de condições especiais para realizar a prova terão uma hora a mais. Esses inscritos receberão, de acordo com o tipo de necessidade: provas ampliadas, com tamanho de letra maior, em braile, aixílio de ledor, auxílio para transcrição das respostas da parte objetiva e da redação. Participantes com dificuldades de locomoção farão o Exame em salas de fácil acesso.

Clique em ENEM 2007 para saber o local de sua prova


Estudante disputada por duas universidades recusa oferta milionária

Lin Quian, segundo matéria escrita por Jessie Tao, publicada no portal chinadaily.com.cn, fez um exame e acertou 709 pontos de um total de 750 e poderia escolher uma das duas maiores universidades da China para estudar ou terceiro grau: Universidade de Hong Kong ou Universidade de Pequim.


Tratava-se de uma decisão dolorosa para qualquer diplomado em escola secundária, mas Lin Qian escolheu a Escola de Ciência de Matemática da Universidade de Pequim para fazer seu bacharelado.

“Universidade de Pequim sempre foi meu sonho” – disse ela.

Mas em outro exame feito na Universidade de Hong Kong ela passou em primeiro lugar e a universidade fez de tudo para ela ir estudar lá. Chegou a lhe oferecer uma bolsa anual de estudos no valor de HK$140,000 (136,000 yuan) para ela ir estudar lá.

Ela recusou a oferta milionária, mas ficou o dilema:

ir ou não ir para Hong Kong, eis a questão.