No ano de 1999, o Brasil ficou comovido com a história de Lorrayne Gonçalves Canidé e sua irmã Larisa. As duas nasceram unidas pelo abdômen e pela pelve e foram separadas um ano depois. O rim, estômago, bexiga, intestino grosso, uretra, vagina e ânus eram usados pelas duas, um caso raro na medicina.
A cirurgia de separação aconteceu no Hospital Materno Infantil de Goiânia e foi a primeira do tipo realizada em Goiás e a terceira no Brasil. As chances de sobrevivência para elas eram mínimas, apenas 50%.
A primeira a deixar o centro cirúrgico foi Larrissa. Com a separação, a menina ficou com intestino normal, bexiga, útero, ovário, ânus, vagina e uretra. Ela ficou com a maior parte dos órgãos porque os médicos acreditavam que ela tinha mais chances de sobreviver.

Lorrayne ficou com a bexiga logo abaixo da pelve. Como ficou sem ânus, teve o intestino esteriorizado por uma abertura no abdome. Cada uma passou a ter uma perna. Elas nasceram com três, mas essa terceira foi usada para compor a parte posterior de Lorrayne.
Mesmo sem ter uma perna, Larissa teve uma infância normal. Freqüenta a escola e ajudava a cuidar da irmã gêmea. Lorrayne, que tinha paralisia cerebral, sempre teve a saúde mais frágil. Nos últimos meses, ela apresentava problemas respiratórios. Ela não estudava devido aos problemas de saúde. A menina morreu no sábado (26) enquanto dormia.
Lorrayne foi enterrada na manhã, domingo, dia 27 de maio, em Nova Veneza, a 42 Km de Goiânia.
Fonte: G1
O Brasileirinho