Solteiros e casados infelizes correm mais risco de AVC

Se você é solteiro, case logo, assim estará livre da estatística que mostra que solteiros correm mais risco de sofrer acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como “derrame”. Mas se você casar e for infeliz no casamento, corre o mesmo risco dos solteiros. É o que revela revela pesquisa divulgada na quarta-feira (24) nos EUA.

O estudo foi divulgado na conferência internacional sobre derrame organizada pela Associação Americana Derrame. Os pesquisadores avaliaram dados recolhidos em pesquisa sobre doenças cardiovasculares feita há 50 anos com mais de 10 mil homens.

Eles analisaram informações antigas com registro de mortalidade nos anos seguintes, comparando com dados recentes. Concluíram que o risco de homens solteiros morrerem de derrame era 64% maior do que os casados.

Posteriormente, direcionaram sua atenção para homens casados. Perguntaram se eram felizes no casamento. Descobriram que os que eram infelizes corriam o mesmo risco de AVC ou derrame que os solteiros.

Ou seja, solteiro ou casado infeliz pode morrer mais depressa vítima de AVC ou derrame.


Um segredo para evitar transplantados ter de tomar remédios imuno-supressores

Transplantados normalmente precisam tomar remédios imuno-supressores – para evitar a rejeição do novo órgão – pelo resto da vida.

Agora o New England Journal of Medicine, uma revista especializada, revela um segredo que é de interesse para milhares de transplantados.

Trata-se da descoberta de dois novos tratamentos que envolvem implante de células sanguíneas ou de medula óssea no paciente a receber o órgão doado.

Com este tipo de tratamento, os pacientes não precisarão ficar tomando remédios para evitar a rejeição.

O relato da BBC consta:

Os remédios imuno-supressores encorajam a aceitação do órgão pelo paciente, mas têm vários efeitos colaterais, entre eles o aumento do risco de câncer, da pressão sangüínea e do colesterol.

A menos que o órgão seja doado por um gêmeo idêntico, a reação do corpo é rejeitá-lo, como um invasor.

Mesmo os órgãos de doadores compatíveis exigiam o consumo dos imuno-supressores e médicos vêm trabalhando há anos em alternativas para impedir a rejeição e reduzir a necessidade dos remédios.

Alternativas

No primeiro estudo, realizado na Universidade de Stamford, nos Estados Unidos, um homem que recebeu um rim de seu irmão passou dois anos sem tomar os remédios, depois que os médicos interferiram em seu sistema imunológico com tratamento que combinava irradiação, tratamentos com anticorpos e infusão de células sangüíneas do irmão.

O tratamento criou uma espécie de célula imune “pacificadora”, que parece apta a evitar o ataque contra o órgão doado.

“A idéia de se livrar dos remédios tem um tremendo apelo entre os pacientes”, afirmou o principal autor do estudo, John Scandling.

“Até agora há esperança, mas ainda temos um longo caminho pela frente.”

Destruindo a medula óssea

O segundo estudo foi conduzido no Hospital Geral de Massachusetts, onde cinco pacientes receberam tratamento que destruiu parcialmente suas medulas ósseas, e com elas os glóbulos brancos, que causam a rejeição.

Essa medula foi então substituída por um enxerto da medula do doador, e em seguida eles receberam o rim.

Um deles rejeitou o órgão, mas até agora os outros quatro têm vivido com funções renais normais e sem remédios. Um deles fez o transplante há cinco anos.

O médico Robert Higgins, especialista britânico em transplante de rins, afirmou que os dois estudos são animadores, mas disse ter algumas reservas em relação ao de Massachusetts.

“Enquanto esses resultados iniciais são encorajadores, o tratamento envolvido em destruir a medula óssea pode ameaçar a vida do paciente.”

Segundo ele, “como em todas as partes do mundo, o principal problema para os transplantes ainda é a falta de órgãos”.

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Quem conhece os hospitais sabe que todo progresso da Medicina é recebido com aplausos pels doentes, pois é uma grande esperança de vida com mais dias e menos sofrimentos.