Músico toca violino enquanto sua cabeça está aberta e seu cérebro sendo operado

tocando violino durante a cirurgia

O músico Roger Frish tocou violino enquanto seu cérebro estava sendo operado. (Foto: Clínica Mayo/Divulgação)

Algo desta natureza se fosse contado a algum tempo, eu não acreditaria, mas hoje, em que o mundo está evoluindo há mais de mil por hora, acho tudo natural. Não importa o que me digam, acredito que é possível. Tem coisa mais fantástica do que uma pessoa está com a cabeça aberta, com médicos fazendo cirurgia em seu cérebro, e ele tocando violino?! Leia o restante »


Descobrem o segredo para eliminação de tumores cerebrais

O segredo para localização e eliminação de tumores cerebrais já foi testado por cientistas americanos, inicialmente em ratos, conforme publicado na revista Neuroscience.

Trata-se de um vírus descoberto por eles que tem a capacidade de reproduzir genes especialistas em localizar e eliminar os tumores cancerígenos.

O que mais surpreendeu aos pesquisadores é o fato deste virus destruir exclusivamente as células cancerígenas, deixando intacto o tecido saudável do cérebro.

“O estudo mostra que o vírus pode penetrar o cérebro, ir até o tumor cancerígeno e eliminá-lo completamente”, disse Harald Sontheimer, oncólogo da Universidade de Alabama. “Se supormos que o vírus se comporta de forma similar nos seres humanos, isto poderia determinar uma forma original e altamente eficaz de tratar os tumores mais resistentes”, acrescentou.

Uma boa notícia para todos doentes e não doentes.


Controle remoto de cérebros: a revolução da neurociência

Vejam só como é surpreendente o mundo da pesquisa científica, seja ela em que área for, da arqueologia ao que a de mais avançado em termos de pesquisa sobre o cérebro, como o que é feito em um laboratório da Alemanha.

Minúsculos vermes dançam de acordo com flashs de luz. Um flash amarelo e o verme vai para frente. Um flash azul e ele é volta para trás. Amarelo, para frente, azul, atrás – marcando os passos de uma dança que já está revolucionando a neurociência.

O verme (worm) não é um brinquedo ou um robô, mas uma criatura viva. Foram criados de forma que seus nervos e músculos possam ser controlados pela luz. Cada flash azul faz com que seus neurônios emitam pulsos elétricos, que resultam em movimentos para determinadas direções.

Esta pesquisa é a mais avançada em termos de neurociência e permite aos pesquisadores manipular à vontade as células individuais do cérebro. “Realmente está mudando o campo inteiro da neurosciência”, diz o fomentador, o neubiologista Alexander Gottschalk, na Universidade de Frankfurt.

A pesquisa pode trazer resultados magníficos em doenças como depressão ou mal de Parkinson, através do uso de eletrodos, ou delicadas alfinetadas de luz. Poderá aumentar a função normal do cérebro, melhorando significativamente a memória ou a agilidade, por exemplo.

“Nós seremos capazes de entender como uma célula específica do cérebro dá origem a conceitos abstratos como esperança e motivação”, prediz Karl Deisseroth, psiquiatra em Universidade de Stanford em Califórnia que está encabeçando a pesquisa.

A pesquisa sobre remote control brains permitirá aos cientistas controlarem os neurônios, já que cada nervo é uma entidade elétrica. E conseguindo isso, ah, quão bom será para muitos doentes que estão dependendo de pesquisas para terem uma vida normal.