Vejam só como é surpreendente o mundo da pesquisa científica, seja ela em que área for, da arqueologia ao que a de mais avançado em termos de pesquisa sobre o cérebro, como o que é feito em um laboratório da Alemanha.
Minúsculos vermes dançam de acordo com flashs de luz. Um flash amarelo e o verme vai para frente. Um flash azul e ele é volta para trás. Amarelo, para frente, azul, atrás – marcando os passos de uma dança que já está revolucionando a neurociência.
O verme (worm) não é um brinquedo ou um robô, mas uma criatura viva. Foram criados de forma que seus nervos e músculos possam ser controlados pela luz. Cada flash azul faz com que seus neurônios emitam pulsos elétricos, que resultam em movimentos para determinadas direções.
Esta pesquisa é a mais avançada em termos de neurociência e permite aos pesquisadores manipular à vontade as células individuais do cérebro. “Realmente está mudando o campo inteiro da neurosciência”, diz o fomentador, o neubiologista Alexander Gottschalk, na Universidade de Frankfurt.
A pesquisa pode trazer resultados magníficos em doenças como depressão ou mal de Parkinson, através do uso de eletrodos, ou delicadas alfinetadas de luz. Poderá aumentar a função normal do cérebro, melhorando significativamente a memória ou a agilidade, por exemplo.
“Nós seremos capazes de entender como uma célula específica do cérebro dá origem a conceitos abstratos como esperança e motivação”, prediz Karl Deisseroth, psiquiatra em Universidade de Stanford em Califórnia que está encabeçando a pesquisa.
A pesquisa sobre remote control brains permitirá aos cientistas controlarem os neurônios, já que cada nervo é uma entidade elétrica. E conseguindo isso, ah, quão bom será para muitos doentes que estão dependendo de pesquisas para terem uma vida normal.