O Brasil está virando um país macho

Eu realmente fiquei bastante surpreso quando o Brasil começou a exigir aplicação do princípio de reciprocidade com os espanhóis, uma iniciativa do procurador da República Matheus Baraldi Magnani.

Achava que o Brasil não teria coragem de enfrentar a Espanha, um país europeu, considerado primeiro mundo.

A Espanha, de uma hora para outra, começou a praticar exigências absurdas contra brasileiros que viajavam para lá.

Talvez por se acharem mais civilizados do que nós. Talvez com medo de competição, já que o desemprego lá está bem alto e muitos brasileiros talentosos buscam uma nação que lhes paguem um salário decente.

Depois que muitas brasileiros foram vítimas de abuso das autoridades espanholas, tendo alguns ficado isolados por mais de semana, o Ministério Público Federal do Brasil determinou aqui o mesmo princípio jurídico da reciprocidade no controle do ingresso de cidadãos espanhóis no país.

Foi 1 a 0 para o Brasil nessa disputa. Nosso Brasil está realmente ficando um país macho!

Não sei até quando, mas espanhóis que chegam ao Brasil precisam comprovar que estão com passaporte válido por ao menos mais seis meses; comprovante de reserva ou carta-convite do morador que o receberá; confirmação de reserva de viagem organizada, com itinerário; bilhete de volta; ter ao menos 57,06 euros por dia de permanência, por pessoa (o montante total mínimo é de 513,54 euros).


Servidores Federais da Cultura reiniciam greve interrompida em julho

É inacreditável a quantidade de greves que tem ocorrido no Brasil e o menosprezo das autoridades em negociar com os grevistas. Greves de médicos, greves de professores, greves de Servidores Federais da Cultura, entre tantas outras. No caso dos Servidores da Cultura a greve recomeçou hoje (22), em todo país.

Segundo Ana Claúdia Lima e Alves, do Comando Nacional de Greve da Cultura, a proposta apresentada pelo governo era inaceitável. “O governo queria reduzir os nossos salários”, disse.

Os servidores da Cultura, segundo a Agência Brasil, reivindicam um Plano Nacional, com uma proposta especial de cargos que tenha estrutura salarial para nível auxiliar, intermediário e superior, com rendimento básico valorizado junto com uma gratificação de desempenho e outra de titulação.

O objetivo é também mostrar o descaso do governo para com a cultura:

“O governo não respeita a cultura, que é uma política pública que tem condições de funcionamento como qualquer outra. Nosso o objetivo é o reconhecimento dos servidores da Cultura”, diz Ana Claúdia. Ela afirma que a greve é por tempo indeterminado.

“A greve só vai acabar no dia em que o Governo atender as nossas reivindicações”, afirma.


Brasil vira potência da América em medalhas de ouro no parapan-americano

É surpreeendente a garra dos brasileiros deficientes físicos, nos 3º jogos Parapan-Americano Rio 2007. Eles conquistarem, nos sete dias de competições, 83 medalhas de ouro, 68 de prata e 77 de bronze, num total de 228. O Brasil ficou em primeiro lugar e virou uma potência da América, neste tipo de competição.

Foram sete dias de competições nas modalidades esportivas atletismo, natação, tênis, tênis de mesa, basquetebol, futebol de sete, futebol de cinco, judô, levantamento de peso e voleibol.

Rio de Janeiro – Cerimônia de encerramento
dos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007,
na Vila Parapan-Americana. Em momento de
confraternização para os 1.300 atletas
e oficiais das 25 delegações participantes, a pira que
simboliza a competição é apagada.
Foto Agência Brasil/Marcello Casal – Download Livre

No segundo lugar ficou o Canadá, com 112 medalhas conquistadas, sendo 49 medalhas de ouro, 37 de prata e 26 de bronze. Os Estados Unidos vieram em seguida com um total de 117 medalhas, com 37 de ouro, 44 de prata e 36 medalhas de bronze.
O Brasil evoluiu muito nesta modalidade de competição internacional e nossos atletas são motivo de orgulho para este país marcado por escândalos. Merecem está nas principais capas de revistas e jornais e nos principais programas de TV, que mais dão espaço para políticos corruptos e assassinos frios do que para as coisas boas do Brasil.


Estados Unidos valorizam mais deficiente atleta que o Brasil

Joaquim Cruz foi primeiro atleta brasileiro a ganhar medalha de ouro em provas de pista, nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984,quando foi campeão nos 800 metros. Atualmente mora nos Estados Unidos, onde treina atletas norte-americanos com deficiência. Dez estão brigando por medalhas nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro.


Falando sobre as diferenças entre o Brasil e os Estados Unidos em relação ao esporte para pessoas com deficiência, ele disse que “a diferença é tão grande que a gente não pode nem tentar comparar”.

Segundo ele, além de mais recursos públicos e privados para treinar os atletas, nos Estados Unidos há uma cultura de valorização de pessoas com algum tipo de deficiência.

Além de receber verba pública por meio do Comitê Paraolímpico, como ocorre no Brasil, os atletas norte-americanos são patrocinados por empresas privadas.

“E eles têm que mostrar resultados. Há uma cobrança de todos os lados, se o número de medalhas cai, há pressão por parte dos patrocinadores”, explica o treinador, para a Agência Brasil.

As crianças também recebem uma atenção especial. Segundo Joaquim Cruz, as escolas dos Estados Unidos têm obrigação de dar as mesmas oportunidades para as crianças com deficiência, tanto no aprendizado como na prática esportiva.

Para isso, são contratados professores especializados. Os centros comunitários também têm programas para as pessoas com deficiência.

“Se um pai tem um deficiente físico em casa, ele não esconde a criança, mas dá oportunidades, desde garotinho, para que ele se integre à sociedade e tenha oportunidades iguais às dos outros”.

Na avaliação dele, os próprios brasileiros são responsáveis por haver essas diferenças. Ele diz que os norte-americanos são mais ativos, cobram mais os seus direitos e participam mais das atividades sociais. “Tem muita gente trabalhando pelos deficientes no Brasil, mas é preciso ter mais pessoas, pois temos mais desafios a serem superados”.


Quilombolas e fazendeiros na disputa por um pedaço do Brasil

Alguns acontecimentos relacionados à posse da terra já eram para ter acabado no Brasil, no entanto, vemos que não evoluímos em nada neste aspecto. Até hoje, a Reforma Agrária é uma embromação.

Moradores da comunidade Lagoa dos Campinhos, que são remanescente do quilombo Pontal dos Crioulos, no município sergipano de São Franscisco, encontram-se há cerca de dois anos em conflito com fazendeiros que cercam a região. E a situação está ficando pior, ultimamente, segundo a representante da Comunidade, Tereza Cristina Matins.

“O conflito recomeçou no dia 23 de junho, quando o empregado do fazendeiro José Edvam Amorim colocou o cavalo para pisar em dois jovens quilombolas”, contou ela para a Agência Brasil.

Segundo ela, os ataques continuaram depois. No dia 23 de julho, algumas pessoas da comunidade que semeavam o arroz perto da lagoa dos Campinhos foram surpreendidas novamente pelo empregado. “Ele portava uma arma e fez várias ameaças”, diz Cristina.

O outro ataque, acrescenta, ocorreu no dia 31 de julho, quando o empregado do fazendeiro colocou cachorros para atacar as ovelhas da comunidade. Uma delas morreu.

“O clima na comunidade é de muita tensão. O empregado do fazendeiro sempre diz que o maior prazer dele é ‘ver um negro do quilombo amanhecer com a boca cheia de formiga’”.

De acordo com Cristina, o último registro de ameaça foi em 2 de agosto, quando o caseiro do fazendeiro foi até a comunidade e, armado, fez diversas ameaçadas.

Para ela, a situação se agrava ainda mais por causa da questão territorial. “Se a comunidade passa fome e quer plantar não tem condições, pois os fazendeiros utilizam a terra que é da União para alimentar o gado”.

O território em questão foi reconhecido pela Fundação Cultural Palmares em 2004 como remanescente quilombola.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) devia ter concluído o documento para demarcar o território em outubro de 2006. Mas, devido a algumas reivindicações da comunidade, o estudo precisou ser refeito.


Violência faz metade das crianças brasileiras fugir de casa mais de uma vez

É impressionante o número de crianças que desaparecem da casa dos país ao sofrerem violência. Segundo matéria publicada pela Agência Brasil, escrita por Cleuber Nunes, com o título de “Metade das crianças desaparecidas sofreu violência em casa e fugiu mais de uma vez” este número pode chegar a 40 mil por ano! Deste índice, 25% dos casos são registrados apenas no estado de São Paulo.

Na capital paulista, a Secretaria de Segurança Pública e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) fundou Projeto Caminho de Volta, que criou um banco de DNA gratuito para auxiliar a Polícia Civil na localização dos desaparecidos.


Em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional, a professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do projeto, Gilka Jorge Figaro Gattas informou que 500 famílias já foram atendidas pela iniciativa e 60% dos casos foram resolvidos. Entretanto, ela lembrou que existe muita reincidência, pois a maioria dos desaparecimentos ocorrem por motivo de fuga.

“Em média, 50% dos desaparecimentos são reincidências de fugas. As crianças e adolescentes fogem muitas vezes por estarem em lares violentos, serem vítimas de maus tratos e até por curiosidade”, explica a pesquisadora da USP. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone (11) 3061-7589 ou na página da internet www.caminhodevolta.fm.usp.br.

O Brasileirinho


Trabalhadores infantis: nada a comemorar

Dia primeiro de maio pode ser comemoração para os adultos no mundo, menos para milhões de crianças que são exploradas, ficando fora das escolas, tanto por culpa dos pais, quanto, mais ainda, por culpa de governantes.

Principalmente na América Latina, a exploração do Trabalho Infantil chega a ser uma aberração chocante. Muitas predestinadas ao trabalho, eu diria, escravo. São crianças sem infância e sem futuro, condenadas a morrer em plena juventude.

No Peru, por exemplo, a maioria das que trabalha nas minerações apresentam problemas de anemia, desnutrição crônica e tuberculose, por conta da má alimentação e do grande esforço que realizam. Pior de tudo é a intoxicação crônica, devido ao mercúrio líquido e gasoso.

Naquele país, O Programa para a Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Mineração Artesanal, vinculado a Organização Internacional do Trabalho (OIT), conseguiu retirar mais de 1.500 meninos e meninas das atividades de trabalho ilegais.

O Programa está promovendo avanços significativos contra a exploração do trabalho infantil na Bolívia e Equador.


No Brasil, apesar da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proibir o trabalho infantil, 2,9 milhões de crianças, de 5 a 14 anos, estão trabalhando em carvoarias, pedreiras, olarias e nas lavouras.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD / Ministério do Trabalho), realizada em 1999, a atividade agrícola envolvia o trabalho 80,4% das crianças ocupadas de 5 a 9 anos de idade e 63,2% de crianças de 10 a 14 anos de idade.