Uma imensa região ártica, abrangendo o Alaska, Groenlândia, Sibéria, Canadá e Escandinávia, é povoada por cerca de quatro milhões de pessoas, pertencentes a vários grupos indígenas. Os mais importantes são inuits ou esquimós, residentes no Alaska e Canadá e os saami, que habitam a Noruega, Suécia e Finlândia.
Os esquimós moram há mais de 6.000 anos no Ártico, vivendo da pesca, caça de focas e ursos, animais que moram no gelo e que estão se reduzindo em 15% a cada ano. Em conseqüência do aquecimento global, estes primitivos colonos poderão perder sua cultura nas próximas décadas.

A cientista norueguesa Grete K. Hovelsrud, em uma conferência, disse que quando o gelo se for, grande parte dos animais que moram nele se vão também. Citou que atualmente as camadas de gelo estão ficando cada vez mais finas e frágil e a atividade de pescas está se tornando bastante arriscada. Dificilmente os esquimós poderão manter suas tradições e conhecimentos, diante das conseqüências do aquecimento global.
Apesar deste cenário dantesco, há algumas alternativas que poderiam ser colocadas em prática e que poderiam reverter o quadro. Além disso, existem aqueles que faturam com esta situação, como falei no texto Aquecimenturismo uma nova forma de turismo que está surgindo no mundo.
Tenho acompanhado na imprensa mundial as notícias sobre aquecimento global e percebido que ainda há tempo para o homem conter este fenômeno assustador. Muitas ideias estão surgindo e basta segui-las.
Ontem, dia 14 de maio, a WWF apresentou em Genebra, na Suiça, um relatório em que sugere a diminuição das viagens de automóvel e de avião, evitar desmatamento em países tropical e a construção de hidreléticas. Além disso, o uso do gas natural como “combustível de transição”.
A WWF argumentou que a energia de fontes “benignas” como a solar e a eólica, dá para suprir a demanda e permitir que o clima fique abaixo dos 2º C, limiar encarado como o menos perigoso para o mundo. Segundo a entidade, o homem pode interromper o aquecimento global se deixar de usar combustíveis fósseis, como petróleo, em no máximo 5 anos.

“O mundo é capaz de evitar os efeitos mais graves das alterações no clima investindo em fontes limpas de energia, desde que o abandono dos combustíveis fósseis comece em, no máximo cinco anos, disse na terça-feira, 15, o grupo ambientalista WWF”.
Mais sobre energia solar …
O Brasileirinho
Quando vi a foto desta imagem senti um certo choque, porque só me faz lembrar deste tal de aquecimento global. É um dos temas mais falados atualmente no mundo, fruto da irresponsabilidade do homem. E é por isso que ironizei colocando o título acima.
Chupar picolé para os macacos é um alívio contra o calor na cidade indiana de Agartala, cuja temperatura chega perto dos 40 graus Celsius.

********************************
Visite O Brasileirinho diariamente e
deixe seu nome na opção Ganhe Brindes,
aumentando sua chance de ganhar um livro
contendo mais de uma centena de fotografias
de pinturas rupestres feitas na Chapada
Diamantina, entre 2 e 5 mil anos.
O aquecimento global está aí e ninguém pode prever em que vai dar tudo isso. Coisa boa não é e a culpa é nossa. Vivemos apontando um dedo para os outros e permitindo que os nossos quatro outros dedos apontem para nós. A culpa é minha, é sua e é, principalmente, dos cientistas, dos governantes e dos grandes empresários.
Agora todos sofrerão as conseqüências. Uma espécie de castigo que a Natureza nos dará, por a tratarmos tão mal.
O jornal El Mundo publicou que um grupo de cientistas estrangeitos constatou uma ruptura gigantesca da cobertura de gelo Larsen A e B, no Antártico, causando uma mudança dramática no ecossistema e nas águas da região. São 10.000 quilômetros quadrados de água, oculta pela camada de gelo que cobria o oceano, há milhares de anos. Agora está desprotegida, descoberta. Quais as conseqüências disso, pergunto?
Uma multidão de animais, antes desconhecidos dos cientistas, agora está visível. E eles terão a oportunidade de acompanhar as mudanças que ocorrerão com estas espécies, ao longo dos anos de aumento da temperatura global.
Nova espécie encontrada (foto AFP)
Julian Gutt, diretor da expedição científica ‘Polarstern’ e ecologista marinho do Instituto Alfred Wegener para a Investigação Polar e Marinha, disse que “o colapso da camada de gelo pode nos ensinar sobre as mudanças induzidas pelo clima na biodiversidade marinha e no funcionamento do ecossistema”.
Tomara que estes animais se adaptem as novas mudanças e consigam sobreviver, ainda que sem nós humanos, pois do jeito que a coisa anda, nossa sobrevivência está ameaçada.