Secretário da ONU pede compromisso dos ricos contra o aquecimento global

Na seção inaugural da conferência sobre aquecimento global, o secretário geral da Convenção das Nações Unidas para o Câmbio Climático (UNFCCC) pediu que os países desenvolvidos imponham medidas mais ambiciosas no corte das emissões de gases e maior cooperação com países em desenvolvimento.

A reunião durará até a próxima sexta-feira e conta com a participação de 150 países. O objetivo é ultimar propostas para conferência sobre Mudanças Climáticas, promovida pela ONU e que se realizará, no final do ano, em Bali (Indonésia). Do lado de fora os ativistas do Greenpeace fizeram uma pequena demonstração.

A ONU quer um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, que foi ratificado por 166 países (os Estados Unidos não participa) e fixou a meta para 35 países industrializados reduzirem suas emissões de gases em 5%, algo difícil de alcançar, até o momento.

Infelizmente países como a China não cumprem acordos deste tipo. Em vez reduzir a emissão de gases perigosos para o clima, a China tem aumentado cada vez mais.

Veja estas notícias curiosas sobre o tema:

Aquecimenturismo
Cientista propõe controle de natalidade para combater aquecimento global
Cultura dos esquimós desaparecerá com o aquecimento global
Soluções da WWF para combater o aquecimento global
Mudanças no maior lago dos EUA preocupam cientistas
Aquecimento Global: Gelo derrete e novos animais são conhecidos


Cultura dos esquimós desaparecerá com o aquecimento global

Uma imensa região ártica, abrangendo o Alaska, Groenlândia, Sibéria, Canadá e Escandinávia, é povoada por cerca de quatro milhões de pessoas, pertencentes a vários grupos indígenas. Os mais importantes são inuits ou esquimós, residentes no Alaska e Canadá e os saami, que habitam a Noruega, Suécia e Finlândia.

Os esquimós moram há mais de 6.000 anos no Ártico, vivendo da pesca, caça de focas e ursos, animais que moram no gelo e que estão se reduzindo em 15% a cada ano. Em conseqüência do aquecimento global, estes primitivos colonos poderão perder sua cultura nas próximas décadas.


A cientista norueguesa Grete K. Hovelsrud, em uma conferência, disse que quando o gelo se for, grande parte dos animais que moram nele se vão também. Citou que atualmente as camadas de gelo estão ficando cada vez mais finas e frágil e a atividade de pescas está se tornando bastante arriscada. Dificilmente os esquimós poderão manter suas tradições e conhecimentos, diante das conseqüências do aquecimento global.

Apesar deste cenário dantesco, há algumas alternativas que poderiam ser colocadas em prática e que poderiam reverter o quadro. Além disso, existem aqueles que faturam com esta situação, como falei no texto Aquecimenturismo uma nova forma de turismo que está surgindo no mundo.


Soluções da WWF para combater o aquecimento global

Tenho acompanhado na imprensa mundial as notícias sobre aquecimento global e percebido que ainda há tempo para o homem conter este fenômeno assustador. Muitas ideias estão surgindo e basta segui-las.

Ontem, dia 14 de maio, a WWF apresentou em Genebra, na Suiça, um relatório em que sugere a diminuição das viagens de automóvel e de avião, evitar desmatamento em países tropical e a construção de hidreléticas. Além disso, o uso do gas natural como “combustível de transição”.

A WWF argumentou que a energia de fontes “benignas” como a solar e a eólica, dá para suprir a demanda e permitir que o clima fique abaixo dos 2º C, limiar encarado como o menos perigoso para o mundo. Segundo a entidade, o homem pode interromper o aquecimento global se deixar de usar combustíveis fósseis, como petróleo, em no máximo 5 anos.


“O mundo é capaz de evitar os efeitos mais graves das alterações no clima investindo em fontes limpas de energia, desde que o abandono dos combustíveis fósseis comece em, no máximo cinco anos, disse na terça-feira, 15, o grupo ambientalista WWF”.

Mais sobre energia solar

O Brasileirinho


Picolé contra aquecimento global

Quando vi a foto desta imagem senti um certo choque, porque só me faz lembrar deste tal de aquecimento global. É um dos temas mais falados atualmente no mundo, fruto da irresponsabilidade do homem. E é por isso que ironizei colocando o título acima.

Chupar picolé para os macacos é um alívio contra o calor na cidade indiana de Agartala, cuja temperatura chega perto dos 40 graus Celsius.

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Aquecimento Global: Gelo derrete e novos animais são conhecidos

O aquecimento global está aí e ninguém pode prever em que vai dar tudo isso. Coisa boa não é e a culpa é nossa. Vivemos apontando um dedo para os outros e permitindo que os nossos quatro outros dedos apontem para nós. A culpa é minha, é sua e é, principalmente, dos cientistas, dos governantes e dos grandes empresários.

Agora todos sofrerão as conseqüências. Uma espécie de castigo que a Natureza nos dará, por a tratarmos tão mal.
O jornal El Mundo publicou que um grupo de cientistas estrangeitos constatou uma ruptura gigantesca da cobertura de gelo Larsen A e B, no Antártico, causando uma mudança dramática no ecossistema e nas águas da região. São 10.000 quilômetros quadrados de água, oculta pela camada de gelo que cobria o oceano, há milhares de anos. Agora está desprotegida, descoberta. Quais as conseqüências disso, pergunto?
Uma multidão de animais, antes desconhecidos dos cientistas, agora está visível. E eles terão a oportunidade de acompanhar as mudanças que ocorrerão com estas espécies, ao longo dos anos de aumento da temperatura global.
Nova espécie encontrada (foto AFP)

Julian Gutt, diretor da expedição científica ‘Polarstern’ e ecologista marinho do Instituto Alfred Wegener para a Investigação Polar e Marinha, disse que “o colapso da camada de gelo pode nos ensinar sobre as mudanças induzidas pelo clima na biodiversidade marinha e no funcionamento do ecossistema”.
Tomara que estes animais se adaptem as novas mudanças e consigam sobreviver, ainda que sem nós humanos, pois do jeito que a coisa anda, nossa sobrevivência está ameaçada.