Perda de biodiversidade – 190 países reunidos para novas metas

Mais de 190 países não conseguiram cumprir a meta global de reduzir a perda de biodiversidade até 2010. Eu já esperava que isso viesse a acontecer, pois percebo que cada vez mais aumenta a ambição das autoridades pela riqueza de suas nações, mesmo que para isso tenham que arrasar a natureza.

Eles parecem esquecer que nossa vida depende da natureza: terra, água, biodiversidade. Os acontecimentos mundiais relacionados às mudanças climáticas, no entanto, deixam as autoridades em alerta máximo.

Uma conferência mundial envolvendo mais de 190 países começa a partir de (18) em Nagoya, no Japão. As autoridades pretendem encontrar um possível plano B para frear a perda de espécies e a destruição de ecossistemas do planeta. Até o dia 29, a cidade vai sediar a 10ª Conferência das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP-10).

O objetivo principal da conferência é definir novo prazo para reduzir a taxa de perda de biodiversidade.  Em 2002, assumiram o compromisso de reduzir o ritmo da destruição da natureza até este ano, mas fracassaram.  Nenhum país cumpriu integralmente qualquer uma das 21 submetas.

Segundo relatório divulgado na última semana pela organização não governamental WWF, o planeta já perdeu 30% da biodiversidade. Nos países tropicais, o percentual de perda chega a 60% da fauna e flora originais.

Todos esperam que a COP da Biodiversidade não repita o fracasso da negociação internacional sobre mudança climática, que na última rodada, em Copenhague (Dinamarca), em dezembro de 2009. Por incrível que pareça nenhum acordo foi assinado.

Fonte:  Science-notes


Estrutura de molécula sugere remédios tratamento do câncer e cura da aids

Atual tratamento do câncer e tratamento da AIDS

Sabemos que o tratamento do câncer pode ser feito por meio de cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, anticorpo monoclonal terapia entre diversos outros métodos. Os médicos escolhem a terapia adequada, considerando o local e o grau do tumor, o estágio da doença, bem como o estado geral do paciente (status de desempenho).

Já o atual tratamento da AIDS para a infecção pelo HIV consiste em terapia antiretroviral altamente ativa ou tratamento HAART. Isso tem sido altamente benéfico para muitos indivíduos infectados pelo HIV desde a sua introdução em 1996. As opções atuais ideais do tratamento HAART consistem em combinações (ou “cocktails”) de pelo menos três drogas pertencentes a pelo menos dois tipos, ou “classes”, agentes anti-retrovirais. Leia o restante »


Cientistas descobrem o segredo para cura do medo

cura do medoCientistas descobriram que o segredo para curar fobias consiste em desligar o “centro do medo” no cérebro. E fazem isso com grande facilidade: aplicam uma injeção de anestésico comum diretamente no cérebro, curando os medos.

Pesquisadores da Universidade de Hiroshima testaram a técnica em um peixinho, condicionado a sentir medo. Toda vez que a luz acendia em seu aquário, aplicavam um choque elétrico de baixa tensão no peixe. Pouco tempo depois, ele associava flash de luz com choque elétrico e sua frequência cardíaca aumentava, uma demonstração de que estava com medo.

O chefe da pesquisa, Masayuki Yoshida disse: “O medo foi demonstrada por seus batimentos cardíacos. Diminuem ou aumentam de forma semelhante a nossa quando tomamos um susto.”. Leia o restante »


Revelação bomba: estudo mostra relação entre colesterol e perda de memória

colesterol e perda de memóriaCerta vez meu colesterol estava bastante alto, fiz algumas dietas e nem sei se voltou ao normal. Depois desta revelação, no entanto, vou ver como está.  Além de uma série de danos, colesterol alto também afeta o cérebro!

Um estudo conduzido pela clínica do hospital de Barcelona traz uma conclusão surpreendente: perda de memória, distúrbios da fala e da falta de atenção na idade adulta está diretamente relacionada com níveis elevados de colesterol no sangue. Leia o restante »


Músico toca violino enquanto sua cabeça está aberta e seu cérebro sendo operado

tocando violino durante a cirurgia

O músico Roger Frish tocou violino enquanto seu cérebro estava sendo operado. (Foto: Clínica Mayo/Divulgação)

Algo desta natureza se fosse contado a algum tempo, eu não acreditaria, mas hoje, em que o mundo está evoluindo há mais de mil por hora, acho tudo natural. Não importa o que me digam, acredito que é possível. Tem coisa mais fantástica do que uma pessoa está com a cabeça aberta, com médicos fazendo cirurgia em seu cérebro, e ele tocando violino?! Leia o restante »


Avança pesquisa para detectar doenças através da voz

Exames através da voz

Sistemas desenvolvidos na USP em São Carlos tentam identificar doenças por meio de análises de voz (foto: divulgação)

Do mesmo modo que você vai a um laboratório fazer diversos tipos de exames para detectar doenças, através da análise da amostra de seu sangue, fezes ou urina, cientistas querem tornar possível também através da voz.

Os pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo trabalham com sistemas de análise de voz, Leia o restante »


Sapo pode trazer cura da leishmaniose e doença de Chagas, segundo pesquisa

Surge uma boa notícia para a cura da leishmaniose visceral, doença que está avançando bastante no Brasil, tendo aumentado 61% entre 2001 e 2006. A doença, para a qual não foi desenvolvido novo medicamento desde 1912, é fatal em mais de 90% dos casos sem tratamento.

Segundo artigo da Agência FAPESP/Fábio de Castro:

A solução para o problema pode estar na secreção da pele do sapo-cururu (Rhinella jimi). Um estudo de bioprospecção realizado por um grupo de pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto Butantan isolou, a partir do veneno do sapo, dois esteróides ativos capazes de destruir a leishmânia, o parasita causador da doença, sem causar danos às células de mamíferos. Uma das moléculas também mata o Trypanosoma cruzi, que causa a doença de Chagas.

Apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa, o estudo foi coordenado por André Tempone, do Laboratório de Toxinologia Aplicada do Departamento de Parasitologia do Instituto Adolfo Lutz. Os resultados foram publicados na revista Toxicon.

“O foco do nosso laboratório são as doenças negligenciadas. O objetivo desse projeto era estudar os venenos de diversos anfíbios como ferramenta para a busca de novos fármacos. Depois de uma triagem feita com diversos animais, elegemos o sapo-cururu, já que ele mostrava aspectos interessantes para bioprospecção”, disse Tempone à Agência FAPESP.

Segundo ele, o laboratório do Adolfo Lutz prefere estudar metabólitos secundários como esteróides e alcalóides. “Essas moléculas são mais interessantes do ponto de vista farmacêutico, por serem menores e mais fáceis de sintetizar”, explicou.

Depois de eleger o sapo-cururu, os pesquisadores se dedicaram a todas as etapas de isolamento das moléculas. “A glândula parotóide do sapo conta com uma quantidade imensa de veneno, que tem uma toxicidade imensa. Mas, com a purificação da molécula ativa, eliminamos a parte tóxica e testamos o elemento ativo no parasita”, disse Tempone.

As duas moléculas isoladas foram a telocinobufagina e a helebrigenina. Ambas se mostraram ativas contra a leishmânia. A segunda, também para o Trypanosoma cruzi. “Curiosamente, descobrimos na literatura que a telocinobufagina é produzida também pelo organismo humano. Não foi muito estudada, mas possivelmente tem funções no controle da pressão sangüínea”, apontou.


Invento de câmara com formato de olho humano vai revolucionar fotografia digital

Notícia fantástica foi publicada na BBC acerca de uma nova invenção. Cientistas americanos dizem que desenvolveram uma câmera com o formato de um olho que pode revolucionar a fotografia digital e levar ao desenvolvimento de um olho biônico com um modelo próximo ao do órgão humano.

Em um estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores dizem que solucionaram o antigo problema de como colocar componentes microeletrônicos em uma superfície curva para imitar a retina no olho humano, sem quebrá-los.Invento de câmara com formato de olho humano vai revolucionar fotografia digital

Os pesquisadores desenvolveram um material que forma uma espécie de malha flexível composta de pequenos quadrados que abrigam fotodetectores e componentes eletrônicos. Os quadrados são interligados por cabos que têm o equivalente a 1/100 da espessura de um fio de cabelo humano.

Parte do sucesso do artefato construído se deve à miniaturização de fotodetectores e elementos dos circuitos.

Os cientistas desenvolveram uma câmera de 2 centímetros de largura com uma única lente e um sistema de detecção de luz côncavo.

Curvatura

Segundo os pesquisadores americanos, a tecnologia pode dar ensejo a uma nova geração de câmeras com imagens mais nítidas.

“Os olhos dos animais não são assim (planos), a retina é curva”, disse o líder da pesquisa, John Rogers, da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos.

“Esta curvatura permite aos animais verem o mundo sem distorção – ao contrário de imagens produzidas com câmeras, que perdem o foco na periferia.”

Sobre a possibilidade de um olho biônico, os pesquisadores afirmam que, para se ligar uma câmera ao cérebro humano para restaurar a visão, são necessárias mais pesquisas.

No futuro, contudo, eles esperam que estas membranas eletrônicas possam ser colocadas em volta de órgãos humanos e usadas para monitorar seu estado de saúde, dizem os cientistas.


Pólo de Robótica Emergente será criado na Bahia

Equipamento pioneiro no campo da inteligência artificial no estado, com um potencial para movimentar milhões de dólares e gerar centenas de milhares de empregos no mundo todo, a Bahia pode ganhar um Pólo de Robótica Emergente (Probem). Proposta por um grupo de pesquisadores de baianos, a iniciativa, uma vez implantada, vai transformar a Bahia em um pólo de tecnologia de ponta na indústria de produtos inovadores.

Em cerca de dois anos, as primeiras empresas geradas pelo projeto estarão deixando a fase de incubação e se tornando uma das principais ações do Parque Tecnológico de Salvador. Essas empresas cobrirão todo o ciclo robótico, desde a produção de circuitos integrados até robôs completos voltados para aplicações finais. O Probem congrega os laboratórios da Universidade Federal da Bahia (Ufba), da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), com a Cooperativa dos Saberes, e do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet).

A implantação do Probem foi discutida nesta segunda-feira (28), no auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Famed/Ufba), durante a I Oficina de Projetos em Robótica Emergente. O evento discutiu também a consolidação de uma estrutura acadêmica multiinstitucional e multidisciplinar para a criação do Instituto Internacional de Ciências da Cognição (IICC).

Pela proposta, o IICC será instalado no Parque Tecnológico de Salvador, que a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) está implantando na Avenida Paralela. O IICC foi concebido como o centro articulador da grande rede que será o Pólo de Robótica Emergente.

A primeira etapa do Probem foi proposta em março passado à Secti e ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). De imediato, o secretário estadual de CT&I, Ildes Ferreira, abraçou a proposta e pediu que fossem apresentados os projetos. Seis pedidos de patentes já estão em fase de elaboração e a expectativa dos pesquisadores é de que sejam geradas dezenas de novas patentes nos próximos anos, abrindo novas perspectivas de financiamentos para as universidades públicas.

Os projetos foram inscritos no Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec), executado pela Secti. A estimativa de investimentos para a primeira etapa do Probem é de quase R$ 40 milhões. Esses recursos devem ser captados em diversas fontes de financiamento, como editais temáticos, fundos setoriais e instituições de pesquisa.

O passo inicial para a implantação do Probem será a construção de uma plataforma laboratorial, através de laboratórios que funcionarão sob a coordenação da rede de pesquisa SERLS – Sistemas Emergentes de Representações, Linguagens e Semióticas, instituída pelas instituições de ensino e pesquisa.

Desenvolvimento tecnológico

Para a coordenadora do Doutorado de Difusão Científica (um projeto multiinstitucional), Teresinha Fróes, com projetos como o Probem a universidade pública cumpre o seu papel de produtora do conhecimento e promotora do desenvolvimento tecnológico do Estado. “Em um estado em que a maior parte dos investimentos em inovação apresentou pouco ou nenhum retorno, é alvissareira a expectativa de resultados e animadora a perspectiva de retorno para a população”, disse.

O pesquisador Eduardo Santos Souza, autor da proposta do projeto inicial, afirmou que o sonho dos primeiros pesquisadores em inteligência artificial da década de 50 do século passado está perto de se concretizar. Ele garantiu que a Bahia terá um papel de protagonista na realização desse sonho. “Nossos robôs vão transitar em um mundo que eles mesmos construirão. Eles vestirão este universo com seus signos. Construirão seus castelos nas nuvens e morarão neles”, destacou.

Dentre os resultados esperados pelos especialistas, estão a criação de produtos inovadores e a construção de motores e sensores para os robôs, no campo da inteligência artificial, e, na área de engenharia de software, o apoio à criação de produtos como motores de jogos, agentes autônomos multicamadas, sistemas de respostas automáticas, jogos eletrônicos, repositórios de objetos de aprendizagem, ferramentas de autoria e ambientes de simulação com recursos de realidade virtual.

Já no terreno da robótica educativa, devem ser desenvolvidos protótipos de software livre e protótipos de robótica emergente. Também estão sendo esperados a geração de empresas de base tecnológica (produtos e patentes, primeira geração), a produção de componentes básicos para a fabricação de inteligência artificial e robótica emergente, a produção de controles de processos, computadores, console e robôs (segunda geração) e, na terceira geração, sistemas especialistas, softwares, games e robôs comportamentais.

xas/om


Laser semicondutor altamente direcional é testado com sucesso por cientistas de Havard

Todo avanço científico é uma boa notícia, pois as aplicações acabam chegando ao nosso dia-a-dia. Uma destas boas notícias foi divulgada pela Agência FAPESP. Cientistas da Universidade de Harvard, em colaboração com pesquisadores do Centro de Fotônica de Hamamatsu, no Japão, demonstraram pela primeira vez um laser semicondutor altamente direcional com uma divergência de feixe muito menor que os lasers convencionais:

O estudo foi publicado na edição online deste domingo (27/7) da revista Nature Photonics e será publicada na edição impressa de setembro. De acordo com os autores, a inovação abre caminho para um amplo leque de aplicações em fotônica e comunicações. A Universidade de Harvard pediu patente da invenção.

A pesquisa foi coordenada por Nanfang Yu, Federico Capasso, Robert Wallace e Vinton Hayes, da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard, e por uma equipe liderada por Hirofumi Kan, do Grupo de Laser do centro japonês.

“Nossa inovação é aplicável a lasers semicondutores com emissão superficial ou lateral que operem em qualquer comprimento de onda – do visível aos de telecomunicações. É um primeiro passo importante para a engenharia de feixe de laser, com flexibilidade sem precedentes, sob medida para aplicações específicas”, disse Capasso.

De acordo com Capasso,o grupo tem o objetivo de conseguir, no futuro, o controle total do padrão espacial das emissões de semicondutores lasers, como um feixe totalmente colimado, feixes de pequena divergência em múltiplas direções, ou feixes que podem ser dirigidos a grandes ângulos.

Os lasers semicondutores são amplamente utilizadas em produtos como dispositivos de comunicação cotidiana, tecnologias ópticas de gravação e impressoras a laser, mas eles têm pouca capacidade de direcionamento. Feixes divergentes de lasers semicondutores são focados ou colimados com lentes que normalmente exigem alinhamento óptico meticuloso.

Para superar essas limitações convencionais, os pesquisadores esculpiram uma estrutura metálica batizada de “colimador plasmônico” – que consiste em uma abertura e um padrão periódico de ranhuras de sub-comprimento de onda – diretamente na faceta de um laser de cascateamento quântico emitido em um comprimento de onda de 10 micra, na parte visível do espectro conhecida como meio-infravermelho, onde a atmosfera é transparente.

Fazendo isso, a equipe conseguiu reduzir dramaticamente o ângulo de divergência do feixe emergente do laser, de um fator de 25 graus para apenas poucos graus na direção vertical. “O laser manteve um elevado poder de saída óptica e pôde ser utilizado para sensoriamento químico na atmosfera, com aplicações em segurança e meio ambiente”, disse o cientista.

O artigo de Federico Capasso e outros pode ser lido por assinantes da Nature Photonics em www.nature.com/nphoton.

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