Loucura Órfã
Por Jackson Rubem | Em News | sexta-feira 20-04-2007(Moacir Eduão)
Ao poeta Zeca de Magalhães
um estrela
não dança sozinha
copia do céu
o brilho interminável
chegando
do ir e vir de anjos
do interceptar de vozes
do recital vindo dos braços
do esbugalhar dos olhos…
criança de sorrisos
e lampiões acesos
no trilho vertical,
o trem das coisas belas
a casa construída.
do novo lar,
a mãe adotiva – poesia – será o inverso…
de seu verso, vai pari-la
filho
faz da mãe sua filha
vinha
faz da uva, vinho…
e chove sobre os poetas que ficaram boquiabertos.
Moacir Eduão nasceu em São Gabriel – Ba, em 1975. É professor e poeta, licenciado em Letras pela UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana). Membro fundador da Academia de Letras de Irecê. É autor de Ao Tempo (in memoriam), em 2003. Participou de Os Outros Poemas de que Falei (2004), antologia elaborada pelo Banco Capital. Publicou artigo na revista literária Latitudes, Paris – França. Encontra-se no prelo, de sua autoria, Desespaços, seu quarto livro de poemas.
Perfil no orkut: http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=9782143125398812687
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Oi Moacir,
Sua poesia é realmente boa. O Zeca Magalhães faleceu e deixou uma lacuna no mundo literário.
Lastimável a morte dele.
É verdade. Zeca Magalhães brilha sempre na memória. Um astronauta como ele não pode habitar um só planeta. Por isso, fez-se em poesia e publicou-se no cosmo.
(Moacir Eduão)